A Coroa dinamarquesa. Ser ou não ser

Se pretende viajar para a Dinamarca depois do dia 1 de janeiro do próximo ano, deve ter presentes alguns conselhos, no momento de pagar nos meios de transporte, nas lojas, nos estabelecimentos hoteleiros ou nos restaurantes.

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A primeira coisa a recordar é que, apesar de fazer parte da União Europeia desde 1973, a Dinamarca não está incluída na Zona Euro, e por isso não poderemos utilizar a nossa moeda comum (exceto em algum local em concreto onde extra-oficialmente nos aceitarão os Euros). Mas à partida, esqueça o Euro. A moeda dinamarquesa é a Coroa (1€ = 7,5 Coroas).

A segunda coisa a ter em conta é o facto de os dinamarqueses estarem habituados aos pagamentos com cartão e com telemóvel (este último é o produto bancário que mais rapidamente cresceu na Dinamarca); e tanto assim é que os pagamentos em numerário abrangem apenas 25% das compras efetuadas no país. A maioria dos clientes paga com cartão ou telemóvel, independentemente de ser um maço de cigarros, um jornal, um pão, uns rebuçados, ou um snack numa loja de rua. Algo que, quando se está no país, é inicialmente desconcertante para a maioria dos turistas, mas a que rapidamente nos habituamos.

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Deste modo, o Banco Central deixou de fabricar notas e moedas, como um primeiro passo para a eliminação do dinheiro vivo, ou cash. Procurando igualmente evitar os roubos e reduzir as possibilidades de evasão fiscal, a economia paralela e a corrupção, o governo dinamarquês irá libertar as lojas, a partir de janeiro próximo, da obrigação de aceitar moedas e notas, à exceção de alguns serviços básicos, como os prestados pelas farmácias e as estações de Correios.

Por outro lado, os detratores desta mudança fazem notar que o desaparecimento do dinheiro físico poderia prejudicar os grupos mais desfavorecidos, como as pessoas sem recursos e os indigentes. Além disso, os hackers e os riscos de segurança informática constituem outras ameaças. A polémica está, pois, instalada.

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Fotos: ©VisitDenmark

Para terminar, lembre-se de que a Dinamarca faz parte do Acordo de Schengen. Os Portugueses podem entrar na Dinamarca como turistas, sem necessidade de pedir qualquer tipo de visto, mas, como sempre, com a recomendação de subscrever um seguro de viagem como os que a ERV oferece, com as garantias imprescindíveis para cobrir qualquer situação de emergência que possa ocorrer (atrasos, perda de bagagem, doença, acidente, repatriamento…).

E não se esqueça de visitar o Castelo de Kronborg, em Helsingorg, 40 km a leste de Copenhaga, cenário principal da genial obra de Shakespeare, cujo protagonista incluímos dissimuladamente no título deste post. Ser ou não ser? Viajar ou não viajar? Sim, claro, viajar sempre.

Para mais informações poderá visitar o site da Embaixada da Dinamarca em Portugal: http://portugal.um.dk/